sexta-feira, 6 de julho de 2018

Pescadores da Costa da Caparica (1967)

O "meia-lua" era transportado para a borda de água por todos os homens da "companha" que levavam aos ombros uns paus atravessados por cima do barco com esta finalidade.

Excerto do filme Almada - Varanda do Tejo (cor, 35 mm), Ricardo Malheiro, 1967.
Cinemateca Digital

Para ser lançado à rebentação, sem virar, eram necessárias três coisas: uma vara nas mãos do homem da proa ou "vareiro" que resistia ao impulso lateral da corrente que nele actuava; uma vara por baixo da popa, segura por alguns homens do grupo de terra, de um lado ou do outro do barco conforme necessário; e um cabo com um gancho passado a um anel a ré e puxado na direcção oposta.


O barco era então empurrado para a onda e iniciava a progressão com as remadas, guiado por um remo montado a estibordo a ré. 

Regresso de pescadores, Col. Passaporte (LOTY), 370 (61 p/b).
Delcampe

A tripulação consistia no homem da proa (proeiro), seis a oito remadores, um homem a vante para guiar a "arte de arrastar para terra" ou "xávega" assim que esta era lançada pela borda, e o homem do leme que era o patrão e norma1mente o dono da embarcação. 

Costa da Caparica, Pescadores arrastando o seu barco, ed. Passaporte, 371.
Delcampe

O aparelho de pesca era uma rede de arrasto, lançada em semicírculo de maneira que concentrasse o peixe, normalmente sardinha, e depois trazê-lo para a praia. (1)


(1) Revista da Armada n° 369, dezembro de 2002

Tema:
Arte xávega

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